Depois de muito tempo sem sair de casa, a gente descobre que adaptar-se a essa fase acaba por nos tornar um pouco "anti-sociais".
Bem, acabei descobrindo isso em mim, quando no feriado de Finados, meu filho Caio, disse ter comprado ingressos para o teatro e eu achei que fossem para ele levar o Fábio apenas. E quando ele passou também para me buscar, tive um tipo de "chilique" rsrsrs E após levar uma "rabada" dos meus filhos, percebi que tinha me tornado um "ermitão", ou aquele povo que vive na clausura, quem sabe mais na moda, aquela espécie meio "dentuça" que quando sai no sol, fica transparente e se dissolve em cinzas (bom, minha vida também é uma "saga" - nossa! tô me superando com essas metáforas sem noção rsrs).
Vencida essa etapa, depois de passar o batom, ainda teria que usar a cadeira adaptada, que não se adapta mais a mim, e conseguir ficar nela por mais de 3 horas. A parte mais difícil, seria encarar pessoas diferentes em ambientes diferentes - mas a hora tinha chegado!
Bem, acabei descobrindo isso em mim, quando no feriado de Finados, meu filho Caio, disse ter comprado ingressos para o teatro e eu achei que fossem para ele levar o Fábio apenas. E quando ele passou também para me buscar, tive um tipo de "chilique" rsrsrs E após levar uma "rabada" dos meus filhos, percebi que tinha me tornado um "ermitão", ou aquele povo que vive na clausura, quem sabe mais na moda, aquela espécie meio "dentuça" que quando sai no sol, fica transparente e se dissolve em cinzas (bom, minha vida também é uma "saga" - nossa! tô me superando com essas metáforas sem noção rsrs).Vencida essa etapa, depois de passar o batom, ainda teria que usar a cadeira adaptada, que não se adapta mais a mim, e conseguir ficar nela por mais de 3 horas. A parte mais difícil, seria encarar pessoas diferentes em ambientes diferentes - mas a hora tinha chegado!

A peça foi ótima, chama-se "O Jardim do Inimigo" e o teatro fica dentro de um shopping. Estávamos atrasados e passear com 2 cadeirantes é uma maratona mais do que complexa.
São 2 cadeiras que precisam ser desmontadas para que caiba uma em cada carro e obviamente, a vaga ideal e coberta não é próxima do teatro.
Pode parecer um acontecimento comum para qualquer pessoa, mas para mim já fazia mais de 20 meses que não vivenciava uma experiência parecida. Já no caminho, tratei de aproveitar ao máximo os detalhes das coisas que meus olhos já nem se lembravam.
Passar por cada árvore, cada construção, cada nova loja, inicialmente tudo muito estranho e ao mesmo tempo foi como um recomeço de sensações que há muito não considerava mais ser possível sentí-las.
Lógico que as pessoas olham! Dois cadeirantes de uma vez só... Mas eu ainda estava em transe tentando gravar cada imagem, cada pessoa, cada comportamento, olhar, roupas diferentes, carros diferentes e depois, entrando no shopping, relembrar aquele cheiro de cinema, de pipoca, de loja de brinquedo, de pão de queijo... É incrível como nossa memória está automaticamente ligada a tudo isso.
Quanta coisa deixei de fazer nesse tempo!!!
Na minha casa, escolho pensar que fiz muitas outras coisas de formas diferentes. E o valor de tudo isso está em descobrir a grande capacidade do ser humano de se adaptar em prol de sua própria vivência, mesmo diante das mais improváveis e difíceis situações.
Mas voltando ao "chilique inicial" do medo de ir ao teatro e dar de cara com as pessoas, vou confessar que foi muito bom, a peça foi muito engraçada. E aí é que está o grande "barato" da minha vida. O que diferencia transformar momentos que seriam extremamente dolorosos e sem perspectivas, em realidade, repleta de infinitas possibilidades.
Estar rodeada pela juventude e força da minha família, sempre buscando seguir em frente, realizar, fazer planos. Projetos a longo prazo ou imediatos. Excelente remédio para a alma, para a mente e para o corpo. É, o corpo também se transforma, como querendo acompanhar a todos nessas grandes aventuras e com isso, vencendo as probabilidades, estou voltando aos poucos.
Quem sabe o que mais está por vir? E quantas histórias ainda irei contar???
Um grande beijo a todos!
1 comentários:
MARLI,
O MELHOR DO OBSTÁCULO É VER QUE ELE FICOU LÁ ATRÁS...
SUA FORÇA E DETERMINAÇÃO NOS INSPIRA.
OS BLOGS SEU E DO FÁBIO JÁ VIRARAM LEITURA OBRIGATÓRIA SEMANAL.....
PORTANTO, MÃOS A OBRA...RS....
ABRAÇOS
ANA
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