sábado, 4 de fevereiro de 2012

CONHECENDO A REDE LUCY MONTORO - PARTE 1

Em outubro de 2011, refletia sobre a necessidade de fazer fisioterapia, por conta de uma recuperação visível e inesperada, que meu corpo começou a apresentar.

Há pelo menos 9 meses que tomo um suco verde, incrementado pelo meu amigo Jorge Matsubara, que além desse suco, se utiliza de acupuntura e exercícios físicos para manter seu tônus muscular praticamente intacto, apesar da ataxia que o acomete há vários anos.

Comecei a perceber que apesar de não ter o acompanhamento médico ou fisioterápico e de ficar o tempo todo sentada sem os movimentos, ganhei massa muscular, peso e me senti melhor em vários aspectos. Chegara finalmente a hora de movimentar-me. Como eu faria isso?

De fato, a minha preocupação também se estendia ao meu filho Fábio. E, como sempre acontece em minha vida, o universo conspira para me trazer aquilo que eu preciso, e inexplicavelmente na hora certa.

E foi assistindo no telejornal da região, que vi a inauguração do centro de reabilitação Lucy Montoro aqui em São José dos Campos. No mesmo dia, pesquisei na net informações sobre o que oferecia, como nos inscrever e se seria o lugar para o que procurava.

Através de um telefonema, deixei cadastrado meu nome e o do Fábio e é claro, imaginei "já vi que vão demorar uns meses pra nos contatar... Essas coisas do governo são assim mesmo..."

Para minha primeira surpresa, 3 dias depois marcaram nossa primeira entrevista e em seguida a definição de nossas necessidades principais, fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, assistência social, cuidados de enfermagem, condicionamento físico, nutrição, fonoaudiologia e até adaptação em informática.

Na verdade, tudo isso me pegou de surpresa! Depois de tanto tempo em casa (leia o texto anterior sobre minha síndrome de hermitão rsrs), tive que me ajeitar, me adaptar e me virar para frequentar 3 vezes por semana, no período da manhã, ficando claro que faltar representa perder a vaga. Todo esse enunciado, para dizer que nesses 2 meses, minha vida mudou novamente...

Todos os meus medos, todas as minhas dores, toda a falta de adaptação no carro, na cadeira (aquela que me machuca o tempo todo), tudo isso teve que ser superado para eu estar lá, comprometida com mais uma meta. Mais que a própria meta, tive que pela primeira vez, optar por cuidar de mim, deixar que as coisas do trabalho se arranjassem por si só. Acho que a palavra certa é CONFIAR.

Confiar que o improvável há mais de um ano era essa recuperação surpreendente, física e emocional, que mais uma vez a vida me presenteia. Mais que esse presente, ver que as coisas de casa, da família, dos meus filhos, tudo caminha muito bem e sem o meu controle.


Falando sobre Lucy Montoro

Começamos as terapias na formação dos primeiros grupos, com o centro praticamente vazio e o acolhimento carinhoso de todos os profissionais acaba por ser mais uma motivação, tão necessária para que de alguma forma possamos reativar, reabilitar, reviver não só movimentos perdidos, mais que isso, confiança e vontade para seguirmos em frente, trilhando se possível novos caminhos com diferentes possibilidades.

Toda estrutura oferecida é nova e com equipamentos modernos, extremamente organizado e os atendimentos sempre com horários pré-determinados.

Um dos grandes preconceitos em relação à rede pública é a eficiência ou não do que é oferecido. Mas o que posso declarar é a grande vontade de todos os profissionais em primar por um atendimento especial para cada paciente, mais que isso, fazer com que todo o sistema esteja organizado, promovendo suprir toda e qualquer necessidade que cada pessoa possa precisar.

Além das atividades que estou recebendo, o Lucy Montoro oferece acompanhamento para as mais diversas deficiências físicas, como lesões medulares, doenças neuromusculares, paralisias, tetraplegias, AVC, órteses ou próteses, bem como fornecimento de cadeiras de rodas e adaptações que se fizerem necessárias. Tudo isso gratuitamente. Através da assistente social, o paciente poderá contar também com as solicitações para vans adaptadas ou ambulâncias.

Enfim, podemos encontrar todo acompanhamento de reabilitação e inclusão na sociedade, tudo isso em um só lugar. Espero que como eu, outras pessoas possam usufruir de mais esse benefício proporcionado pela cidade de São José dos Campos.

Essa é apenas a primeira parte da história...



Abraços a todos!

sábado, 31 de dezembro de 2011

FELIZ 2012!!!


É, 2011 está chegando ao fim!


Para mim, um ano de pequenas e grandes conquistas, de recuperar a esperança e agradecer por todas as coisas boas que aconteceram e outras que ainda estão por vir.


É normal começar a fazer planos para o próximo ano, mas temos mania de traçar sonhos impossíveis e objetivos inatingíveis, sempre para o futuro.


Conscientizarmo-nos que quando buscamos metas possíveis e essas metas forem traçadas não só por nossa mente, mas pelo coração e pela nossa alma, com certeza, se trilharmos pelas etapas corretas, conseguiremos a vitória plena.


Vencer plenamente é triunfar com prosperidade e paz no coração, o que envolve não só nossa vida material, mas nossa comunhão espiritual com Deus, com todas as pessoas a nossa volta, com o planeta.


Tantos falam sobre as previsões do "Fim do Mundo" para 2012. E muitos até se preocupam com isso. O importante para mim, é que já estamos mudando. A consciencia de sermos todos um e estarmos interligados através de nossas atitudes, dentro do nosso pequeno círculo familiar ou de amizade e até no trabalho, nos torna também responsáveis pelo futuro de toda a humanidade.


Então não precisamos levantar grandes bandeiras, fazer passeatas ou morar em outro continente, tentando mudar todos de uma só vez, com ideias impossíveis. A transformação tem que acontecer em cada um, nos pequenos gestos a partir de nós mesmos, com qualquer pessoa que possamos nos relacionar.


Tipo uma pequena "corrente do bem" - um pequeno ato de amor feito em prol de outro ser humano - isso sim mudaria toda a humanidade. Isso sim acabaria com esse mundo e com certeza daria espaço para um novo modo de viver, mais inclusivo, menos seletivo, mais humanizado.


Será difícil realizar essa pequena meta no próximo ano?


É hora de valorizarmos os pequenos milagres diários e agradecermos pela conquista de cada um deles.


Neste fim de 2011, eu ficaria muito feliz se pudesse estar andando, dirigindo, correndo. Mas devo dizer, que estou totalmente gratificada e emocionada, pela oportunidade que Deus me deu, de me sentir cada vez melhor e ter até conseguido teclar a "barra de espaço" de um computador e digitar o número do meu telefone - um pequeno movimento que eu deixei de fazer há mais de 3 anos, o primeiro passo para as metas maiores. Será que irei conseguí-las?


Com muita humildade, sei que tem "ALGUÉM" no comando de tudo isso. Sei que posso me esforçar muito e não sei quanto tempo pode levar, mas aprendi que o importante não é o resultado, mas todo o trajeto da jornada percorrida para chegar à vitória.


Então o prêmio é a jornada? Esta é uma resposta para cada um procurar dentro de si.


Com todas as coisas pelas quais eu passei, todas as perdas e ganhos, desejo a todos, aquilo que sinto e procuro passar para os meus filhos, diariamente:


"HOJE EU AGRADEÇO PORQUE VIVO O PRIMEIRO DIA DOS MELHORES DIAS, DOS MELHORES ANOS, DA MINHA VIDA!"

domingo, 27 de novembro de 2011

SAINDO DE CASA

Depois de muito tempo sem sair de casa, a gente descobre que adaptar-se a essa fase acaba por nos tornar um pouco "anti-sociais".

Bem, acabei descobrindo isso em mim, quando no feriado de Finados, meu filho Caio, disse ter comprado ingressos para o teatro e eu achei que fossem para ele levar o Fábio apenas. E quando ele passou também para me buscar, tive um tipo de "chilique" rsrsrs E após levar uma "rabada" dos meus filhos, percebi que tinha me tornado um "ermitão", ou aquele povo que vive na clausura, quem sabe mais na moda, aquela espécie meio "dentuça" que quando sai no sol, fica transparente e se dissolve em cinzas (bom, minha vida também é uma "saga" - nossa! tô me superando com essas metáforas sem noção rsrs).

Vencida essa etapa, depois de passar o batom, ainda teria que usar a cadeira adaptada, que não se adapta mais a mim, e conseguir ficar nela por mais de 3 horas. A parte mais difícil, seria encarar pessoas diferentes em ambientes diferentes - mas a hora tinha chegado!

A peça foi ótima, chama-se "O Jardim do Inimigo" e o teatro fica dentro de um shopping. Estávamos atrasados e passear com 2 cadeirantes é uma maratona mais do que complexa.

São 2 cadeiras que precisam ser desmontadas para que caiba uma em cada carro e obviamente, a vaga ideal e coberta não é próxima do teatro.


Pode parecer um acontecimento comum para qualquer pessoa, mas para mim já fazia mais de 20 meses que não vivenciava uma experiência parecida. Já no caminho, tratei de aproveitar ao máximo os detalhes das coisas que meus olhos já nem se lembravam.


Passar por cada árvore, cada construção, cada nova loja, inicialmente tudo muito estranho e ao mesmo tempo foi como um recomeço de sensações que há muito não considerava mais ser possível sentí-las.

Lógico que as pessoas olham! Dois cadeirantes de uma vez só... Mas eu ainda estava em transe tentando gravar cada imagem, cada pessoa, cada comportamento, olhar, roupas diferentes, carros diferentes e depois, entrando no shopping, relembrar aquele cheiro de cinema, de pipoca, de loja de brinquedo, de pão de queijo... É incrível como nossa memória está automaticamente ligada a tudo isso.

Quanta coisa deixei de fazer nesse tempo!!!


Na minha casa, escolho pensar que fiz muitas outras coisas de formas diferentes. E o valor de tudo isso está em descobrir a grande capacidade do ser humano de se adaptar em prol de sua própria vivência, mesmo diante das mais improváveis e difíceis situações.


Mas voltando ao "chilique inicial" do medo de ir ao teatro e dar de cara com as pessoas, vou confessar que foi muito bom, a peça foi muito engraçada. E aí é que está o grande "barato" da minha vida. O que diferencia transformar momentos que seriam extremamente dolorosos e sem perspectivas, em realidade, repleta de infinitas possibilidades.


Estar rodeada pela juventude e força da minha família, sempre buscando seguir em frente, realizar, fazer planos. Projetos a longo prazo ou imediatos. Excelente remédio para a alma, para a mente e para o corpo. É, o corpo também se transforma, como querendo acompanhar a todos nessas grandes aventuras e com isso, vencendo as probabilidades, estou voltando aos poucos.


Quem sabe o que mais está por vir? E quantas histórias ainda irei contar???


Um grande beijo a todos!

sábado, 24 de setembro de 2011

USANDO MÁSCARAS

Hoje recebi uma agradável visita de uma amiga para papearmos um pouco, falar de imóveis (como sempre), colocar as boas e as más novas em dia e pela correria dela interrompemos a conversa, após um cafezinho, e depois que ela se foi continuei pensando na prosa.


Falávamos sobre as “máscaras” que insistimos em usar no dia-a-dia.



Depois de alguns acontecimentos no trabalho de seu marido, ela me dizia, estava com imensa dificuldade de alterar os planos previamente traçados pela família.



Claro que tive que dar o meu “pitaco” onde não fui chamada e lhe falei que mudar os planos “originais” é o que mais temos feito aqui em casa na última década e sei que continuaremos a mudar e a nos adaptar um pouco a cada dia.



O quanto nossa vida mudou nos últimos 10 anos!


Como aceitar cada situação inesperada que nos acontece?

Mudar totalmente o rumo, perder a direção sem se perder pela vida?

Não estou vendendo aula de auto-ajuda, até porque minha personalidade absolutamente “surtada” continua firme e forte dentro de mim.


Acostumamo-nos a estar sempre bem, principalmente para os outros. Precisamos tanto vestir esse personagem, que nos tornamos ele.

Super-heróis de nosso filme, resolvendo tudo o que apareça pela frente.


Foi sendo “super” que recebi meu primeiro “chacoalhão” (não sei se existe essa palavra), justo eu que resolvia qualquer parada que pintasse...


Lidar com as noticias e prognósticos, doenças inesperadas que me atingiram e a meu filho mais novo, ser cadeirantes, creiam, não era nem de perto o maior dos nossos problemas. 10 anos mudam tudo.


Da pessoa que eu era, que andava, adorava dirigir, ficava pelo menos 12 horas fora de casa todo dia.

Da família que formávamos, 3 filhos estudando, um marido que passou a se dedicar ao filho mais novo.


Tudo e todos mudaram, sofreram, quase se perderam, quase nos perdemos. Será que chegaríamos aqui se as coisas tivessem acontecido de outra forma?

Com certeza não.


Voltando ao meu papo com a amiga, contei para ela que nesse último ano, tivemos um aumento das dificuldades físicas tanto para mim quanto para o Fábio, reorganizando a rotina de todos, para que sempre um deles estivesse perto de nós para eventual necessidade, abrindo mão de saídas noturnas com amigos, aceitação e apoio das namoradas, enfim, cada um fazendo a sua parte.


Apesar de tudo isso, estamos vivendo um momento da conquista de um “sonho”, que sou obrigada a admitir, só aconteceu porque tudo é exatamente como tem que ser.

A boa nova é que meu filho mais velho, além de estar dirigindo a imobiliária, acaba de entrar para o setor de construção civil (aos 25 anos), o que sempre foi um grande sonho que vislumbramos ser uma coisa muito distante de nossa realidade.

Tirando As Máscaras


Cada um tem sua história e a oportunidade de transformar cada dia em uma aventura diferente, cada tribulação em um motivo para aceitar as mudanças que vão surgindo a nossa frente a cada instante.


Nossa história não poderia ser diferente, somente quando paramos de lutar contra as dificuldades e unimos nossas forças para vencer juntos, por uma razão maior, é que encontramos sentido e direção para cada um de nós.


Para pessoas controladoras como eu, o grau de dificuldade aumenta. Vejo que ainda quero que muitas coisas sejam feitas “exatamente como eu faria”, apesar de não poder mais fazer – dá para suportar isso?!


Mas hoje, a certeza que o controle de tudo não está em minhas mãos, me dá a tranqüilidade para aceitar o que estiver por vir. Tenho plena consciência que estar aqui em casa, trabalhando menos, dividindo as responsabilidades com minha família, deixando o escritório andar sem a minha presença e contando principalmente com a força e a juventude do meu filho mais velho, tem como resultado o que procurávamos por muitos anos – cumplicidade, harmonia e realização para cada um de nós.


Quando deixamos de ser “super” podemos pedir ajuda e mais que isso, podemos aceitar ajuda.


Quando somos nós mesmos, podemos parar de pensar e nos guiar pelo sentir e quando sentimos, expressamos a verdade daquilo que realmente queremos.


Desmascarando Os Sentimentos


Quando finalmente, despimo-nos da falsa armadura, conseguimos perceber a simplicidade do nosso ser espiritual. Permitimo-nos acreditar que milagres acontecem todo dia.




Que na grandeza da imensidão do universo, existimos. E que essa existência torne-se totalmente maior quando a percepção de deixar para Deus o comando dessa grande engrenagem é suficiente para encontrarmos o equilíbrio e a paz.


E mais uma vez, mentalmente, honradamente, dobro os meus joelhos, curvo minha cabeça, ergo minhas mãos e agradeço... Agradeço... E agradeço, por toda essa grandiosa possibilidade de viver e compartilhar.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Um Amigo para Dizer Olá

Sabe um desses dias frios de outono, em que se está de bobeira, sentada no sofá (grande novidade rsrs)?


De repente entrei naquele “transe psicótico”, onde o tempo pára, o mundo pára e tudo à sua volta parece imobilizado. A gente se sente num outro lugar, como um observador que tudo vê e em nada pode interferir...

Num instante como esse, num lampejo de segundos, pude olhar quanta coisa vivi nesses quase 12 meses que permaneci em casa sentada exatamente ali, naquele meio metro quadrado de um sofá na sala.


Como o trailer de um filme que mostra as cenas mais emocionantes, apareceram momentos extremamente difíceis e outros extremamente compensadores de serem vividos. Mas o que marcou realmente foi a presença constante dos meus amigos mais próximos.

Cada pessoa que esteve ao meu lado, dividiu um tipo de experiência, cumplicidade, carinho, sorrisos e lágrimas, que facilitaram e transformaram esse longo período em um pequeno "flash" da minha história.

E de volta à realidade, depois dessa pequena viagem ao passado, tive a certeza de poder ultrapassar qualquer situação que apareça em meu caminho, porque sei que nunca estarei sozinha.

Então, ter um amigo é muito mais do que dividir, é compartilhar.
Cada amigo tem seu jeito de amar.
Tem aquele que a gente liga para desabafar.
E o outro que sabe quando precisamos chorar.
Tem o amigo inteligente, para os papos de atualidade.
Ou aqueles que rodam o mundo e trazem sempre alguma novidade.
Tem aquele que está com você em todas as datas.
E outras que nos conhecem por um olhar.

E os que te ligam logo depois de você pensar?
Que emocionam só por abraçar.

Que estão por perto mesmo distantes.
Quantos amigos aprendi a amar.

E a você, meu amigo, que me acompanha, que é compassivo, que aprendeu a me aceitar desse novo jeito “modelo 2012”, pneus novinhos – na realidade, estou meio sem pneus ultimamente. Só posso agradecer, retribuir e dedicar de todo coração, o meu carinho.


É fácil falar de amizade, quando você combina com a turma de ir ao shopping, ao cinema ou na balada, difícil é mante-la com intensidade quando seu amigo é um PCD (Pessoa com Deficiencia), ou mesmo tem uma idade mais avançada ou está passando por uma atribulação inesperada.


Se cada um soubesse a importancia da comunicação, da troca, do abraço... ME SINTO ATÉ PRIVILEGIADA, POIS COM TODA A IMOBILIDADE FÍSICA PELA QUAL PASSO ATUALMENTE, CONSIGO MANTER A PRINCIPAL FORMA DE INTERAÇÃO, QUE É PODER FALAR.


Por isso, saiba o quanto é importante aquela passadinha, nem que seja apenas para dar um OLÁ.


Beijos a todos!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Saudade de Todos!!!

“ACALANTO”




Às vezes preferimos o silêncio, a quietude da alma


Sentir o aconchego afetuoso de um abraço


Ao invés do braço firme que apóia com ternura


Às vezes queremos contemplar e dividir


E não mais aceitar e retribuir com gratidão


Não! Isso não é a mostra de um coração rebelado


Apenas um passeio pelos caminhos do passado


Onde o caminhar era com mãos em parceria


Onde no olhar se via o amor e a alegria


Me deito e me entrego a essas lembranças


Nelas, revivo sonhos, esperança


Preenchendo, esse doce momento de pura insensatez e doçura.


Marli Cassiano

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Passei para dar um "oi"

Depois de meses sem escrever, é difícil recomeçar.
Posso dizer que passei por tanta coisa nesse período e há dias venho imaginando como resumir cada momento e cada emoção vivida.
Todos devem saber que ainda estou em casa, e que as adaptações necessárias para ir ao trabalho ou sair por aí ainda não estào completas e isso me deixa insegura quando tenho que fazer alguma coisa fora de casa.

Queria escrever algo especial, uma mensagem de superação ou coisa parecida. Mas escrever se torna um vício fascinante e quando a gente pára por muito tempo, as palavras se perdem como as lembranças.
Então, achei melhor começar contando histórias a partir de hoje e confesso sob um novo jeito de olhar, pois a vida nos modifica diariamente, tornando-nos mais fortes quando nos sentimos enfraquecidos.
Às vezes passamos por situações em que temos a certeza que não haverá solução, não haverá mais esperança. Mas isso é só o medo, sentimento vazio que tenta nos dominar.
Devo dizer que esse medo vive me rondando... Só que de repente, vem aquela força, a coragem para passar por cada barreira, em cada uma delas tenho um amigo, um anjo, um colo, motivando percorrer essas ruas, sem sinalização, que formam minha história.

Apesar de não compreendermos de imediato, de precisarmos loucamente de um "GPS" para nos dar direção e sentido, sinto que o que realmente importa é deixarmos o rio seguir seu curso natural. Aproveitar as corredeiras e até as cachoeiras sem querer nadar "contra a maré".

Alguém mandou um e-mail que falava sobre isso:
Não devemos achar que somos gotas lutando num mar conturbado, ao contrário, devemos crescer e nos tornar "oceano".
A todos os meus amigos, devo dizer que a saudade é grande. Saudade de tudo. Do cafezinho, do shopping, da pizza, da caipirinha com música ao vivo.
Lembranças vivas que trazem muita alegria.
Saudade também dos amigos virtuais, que sempre me dão muito apoio. Espero que todos estejam bem.
Um grande abraço!